As ameaças aterrorizantes dos “especialistas” e tudólogos sobre o “Super” El Niño não se concretizaram, por enquanto, neste final de inverno e início de primavera. Muito pelo contrário. Com chuvas abundantes, o abastecimento de água vai bem, obrigado em São Paulo, assim como a geração de energia hidroelétrica. O plantio da safra de verão está adiantado no Centro Oeste e começa no Matopiba em boas condições.
Neste final de outubro, o sistema de abastecimento da Grande São Paulo e as barragens do Estado apresentam uma recuperação significativa. Elas operam em níveis consideravelmente superiores aos do ano passado, impulsionadas pelos volumes de chuva. Setembro e outubro com chuvas acima da média consolidaram o cenário de recuperação hídrica.
Na capital paulista, em outubro, as chuvas acumularam 216 mm, bem acima da média de 112 mm. O Sistema Cantareira acumulou mais de 190 mm frente à média histórica de 130 mm e opera acima dos 50% de sua capacidade.
Os mananciais da Região Metropolitana saíram do patamar crítico. O Sistema Integrado Metropolitano ultrapassou a marca de 61% da sua capacidade total. Alto Tietê opera acima de 60%, Guarapiranga e Rio Grande estão praticamente lotados, registram 95% e 99%, respectivamente. Devido à melhora, os órgãos gestores (ANA e SP Águas) alteraram a classificação do sistema para a Faixa 2, saindo da Faixa de Alerta.
O aumento expressivo das chuvas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste elevou os níveis das bacias hidrográficas.
