Um paciente recebeu, pela primeira vez, um transplante de células-tronco para tratar a doença de Parkinson no Japão. O procedimento foi realizado neste mês de outubro, no Hospital Universitário de Quioto, após a aprovação condicional da terapia no país. A informação foi divulgada pela farmacêutica Sumitomo Pharma, responsável pelo tratamento.
A técnica utiliza células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como iPS, produzidas a partir de células adultas de pessoas saudáveis. Elas são modificadas em laboratório para se transformar em células precursoras dos neurônios que produzem dopamina, substância que participa do controle dos movimentos e fica em falta em pessoas com Parkinson.
A proposta é repor parte das células perdidas com a doença, em vez de apenas controlar os sintomas.
Como funciona o tratamento
As iPS são obtidas a partir de células adultas que têm uma função definida no organismo. Em laboratório, os pesquisadores fazem essas partículas voltarem a um estágio semelhante ao das células jovens, com capacidade de se transformar em diferentes tipos de tecido.
No tratamento para Parkinson, elas são direcionadas para se tornarem precursoras de neurônios produtores de dopamina. Depois, milhões dessas células são implantadas no cérebro do paciente.
