O vice-ministro da Justiça do Chile, Luis Silva, renunciou ao cargo na 6ª feira (30.out.2026), depois das críticas às reduções de pena concedidas pelo Ministério da Justiça a 56 condenados por abuso sexual de menores. Para substituir Silva, Kast nomeou a advogada Josefina Soto Larreátegui.
O presidente José Antonio Kast (Partido Republicano, direita) aceitou o pedido e agradeceu ao então vice-ministro pelo “trabalho e dedicação” no cargo.
O caso teve início em 21 de outubro, quando o portal chileno Interferencia revelou que o Ministério da Justiça havia reduzido as penas do grupo de condenados por estupro e outros crimes sexuais.
Silva defendeu sua atuação em vídeo publicado na 5ª feira (29.out.2026). Na gravação, afirmou ter assinado as reduções “aplicando o critério estabelecido pelo próprio ministro” da Justiça, Fernando Rabat. O titular da pasta, por sua vez, disse não ter poderes para recusar a aplicação das medidas, pois estaria seguindo um entendimento da Suprema Corte.
O caso se agravou quando o Interferencia informou que 3 condenados por violações de direitos humanos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) também tiveram penas reduzidas pelo ministério.
Impeachment e pressão política
Na 4ª feira (28.out), a oposição anunciou que vai pedir a abertura de um processo de impeachment contra Rabat no Congresso. O argumento é que o ministro tinha margem legal para contestar as reduções de pena, mas não o fez.
