Em um campo com vista para um vale verdejante no sul do Líbano, moradores da vila de Zibqin se equilibravam nos galhos das oliveiras para colher os frutos, enquanto soldados do Exército libanês permaneciam nas proximidades.
Zibqin fica ao lado da chamada “zona de segurança” autodeclarada por Israel no sul do Líbano, onde tropas israelenses demoliram dezenas de vilarejos, alegando que o grupo armado Hezbollah havia se instalado em infraestruturas civis, uma acusação negada pelo grupo. Bombardeios israelenses atingem frequentemente o vale abaixo dos olivais, apesar do cessar-fogo firmado em junho entre os dois lados.
Enquanto palestinos, organizações israelenses de direitos humanos e a ONU (Organização das Nações Unidas) relatam um aumento da violência e dos roubos de azeitonas praticados por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada, agricultores libaneses também temem pela própria segurança. A situação demonstra como o conflito voltou a desestabilizar a temporada anual de colheita.
Apesar dos perigos, agricultores libaneses estão retornando a campos cultivados por suas famílias há gerações, determinados a colher uma produção que representa uma de suas principais fontes de renda e alimentação.
Ali Bzieh, agricultor de 65 anos de Zibqin, disse que não tinha escolha a não ser voltar aos campos.
“Esta é a minha terra, este é o meu sustento, esta é uma colheita que esperamos de um ano para o outro”, afirmou, sentado sob os galhos de uma oliveira.
