A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para seu quarto mandato é uma das maiores tragédias da história do Brasil. Foi antecedida por uma série de medidas demagógicas e irresponsáveis, manipulando os recursos do Erário e vendendo promessas fora das regras fiscais para comprar votos de iludidos. O reajuste sem planejamento do Bolsa Família, a ampliação dos subsídios a combustíveis, a proibição das bets, o “uso sucessivo de créditos extraordinários para despesas que considera previsíveis e a criação ou ampliação de gastos e renúncias sem compensação definida”, como sintetiza o Partido Novo em ação que pede a cassação da chapa, além, meses antes, do uso do próprio Carnaval da Sapucaí para fazer propaganda do governo federal, são alguns dos itens dessa lista repugnante. Tudo isso custará muito caro ao bolso e ao futuro dos brasileiros, juntamente com toda a desarrazoada política econômica e fiscal adotada ao longo da gestão que se conclui em dezembro.
Essa sucessão de aberrações imorais sem dúvida terá pesado para garantir que, na noite de domingo, fossem os militantes petistas a urrar de alegria nas ruas. A isso se soma, porém, uma intervenção judicial tomada monocraticamente por um ministro do STF, ex-advogado do PT, determinando uma extensão de duas horas da votação em todo o território nacional, ou seja, a manutenção do funcionamento das zonas eleitorais, determinação essa publicizada logo após as 17h, quando já se espera que as urnas sejam fechadas.
