O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, esperava aproveitar uma onda de indignação popular, desencadeada pelo despejo de uma idosa de mais de 80 anos de sua casa, que veio a falecer posteriormente, para conquistar a reeleição em um pleito antecipado.
No entanto, o acidente ferroviário ocorrido na quarta-feira (28) desferiu um duro golpe em sua campanha.
O acidente, na província de Toledo, resultou na morte de 69 pessoas. O episódio ocorreu apenas nove meses após outro acidente fatal na mesma linha, provocando críticas de especialistas e da população sobre a falta de investimento na infraestrutura ferroviária durante o governo de Sánchez, após anos de rápida expansão da rede.
“Se já tínhamos medo de andar de trem antes, agora temos ainda mais… Justo quando pensamos que nada mais pode dar errado, acontece algo novo. É preciso uma mudança profunda”, disse Oscar, um jovem de 24 anos que preferiu não revelar seu sobrenome, na estação de Atocha, em Madri, na quarta-feira.
Ao visitar o local do acidente na quarta-feira, Sánchez afirmou que a “terrível tragédia” seria investigada e prometeu corrigir quaisquer falhas que viessem a ser identificadas.
“Se precisarmos reforçar ainda mais a segurança para restaurar a confiança em nosso sistema ferroviário de alta velocidade, nós o faremos; é inaceitável que um país como a Espanha sofra dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano“, declarou.
