O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, convocou neste sábado (31) consultas de emergência com representantes dos partidos políticos em razão da crise envolvendo o Tribunal Constitucional, que opõe o governo de centro do primeiro-ministro Donald Tusk à direita nacionalista.
Nawrocki interrompeu abruptamente uma viagem ao Senegal e retornou às pressas a Varsóvia, onde a polícia cercou na sexta-feira a sede do Tribunal Constitucional após a suspensão de seu presidente, Bogdan Swieczkowski.
Em comunicado lido em seu nome diante do tribunal, o presidente afirmou que as conversas com os partidos são necessárias diante da “ameaça à segurança interna”. Nawrocki, de tendência nacionalista, também denunciou uma “violação da ordem constitucional” e exigiu a retirada das forças policiais do entorno da corte. Dezenas de agentes permaneciam mobilizados neste sábado para proteger o edifício, enquanto simpatizantes do partido conservador de oposição Lei e Justiça (PiS) protestavam contra o que consideram uma tentativa do governo de Tusk de assumir o controle da instituição.
A conta oficial do tribunal no X denunciou um “golpe de Estado”, enquanto alguns manifestantes gritavam “Tusk traidor” e tentavam ultrapassar as barreiras de segurança. A polícia informou a detenção de três pessoas. “Tusk está atropelando nossos direitos constitucionais”, declarou à AFP o manifestante Tomasz Zaleski. O embaixador dos Estados Unidos na Polônia, Tom Rose, pediu moderação.
