Ao longo da minha carreira, aprendi que liderar não significa ter todas as respostas, mas saber tomar decisões mesmo quando as informações são incompletas, adaptar a estratégia quando o cenário muda e confiar nas pessoas que estão ao seu lado. Essas são habilidades que desenvolvi e observei no ambiente profissional, mas que também fazem parte de outra experiência que me acompanha há quatro décadas: os games.
Durante muito tempo, os jogos foram vistos como uma atividade de lazer, separada da vida profissional e do desenvolvimento de competências. Essa visão vem mudando à medida que os games conquistam espaço na cultura e na rotina de diferentes gerações. Ainda assim, acredito que existe uma oportunidade pouco explorada pelas empresas: entender o que as pessoas aprendem quando se dedicam a uma atividade por vontade própria e como esse repertório pode contribuir para a formação de bons profissionais e líderes.
Segundo o Snapshot GC 2026, levantamento realizado pela Gamers Club no primeiro semestre deste ano, 97,4% dos entrevistados jogam por mais de uma hora por dia, enquanto 34% afirmam buscar constantemente desafios para superar a si mesmos e aprimorar seu desempenho. Esse nível de envolvimento ajuda a explicar como o interesse genuíno pode impulsionar o aprendizado: quem gosta do que faz tende a buscar conhecimento, praticar, testar estratégias, reconhecer erros e tentar novamente.
