BRASÍLIA - Deputados federais articulam mudanças nas regras eleitorais ainda neste fim de ano, aproveitando a atual composição da Câmara antes da posse dos parlamentares eleitos em outubro. Uma das principais propostas é a adoção do sistema distrital misto, que mudaria a forma de escolha dos deputados e poderia reduzir a influência dos chamados puxadores de votos, candidatos que conseguem eleger outros integrantes de seus partidos graças à votação expressiva que recebem.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende a mudança e pretende colocar o assunto em discussão ainda em 2026. A proposta conta com apoio de partidos do Centrão, especialmente do PSD, comandado por Gilberto Kassab, e do MDB. As duas legendas possuem forte presença nos municípios e podem ganhar espaço em um modelo que valorize as disputas eleitorais regionais.
Na quarta-feira (28), Motta reuniu dirigentes e lideranças de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e da federação PSDB-Cidadania para discutir a reforma.
“Estou feliz em reabrir esse debate e encontrar uma janela ainda neste ano para fazer essa mudança. Estou aqui para atender a um apelo dos líderes, e chegou o momento de enfrentar esse tema”, afirmou o presidente da Câmara.
Apesar das articulações, ainda não há acordo entre os principais partidos. PT e PL, que possuem parlamentares com grande capacidade de atrair votos, estão entre as legendas resistentes à alteração.
Como funcionaria a eleição dos deputados?
