A pausa na divulgação da apuração das Eleições 2026, que aconteceu após a votação ser prorrogada até às 19h do último domingo (24), deixou milhões de brasileiros ansiosos. O economista paulistano Rodrigo Mehlmeister, de 31 anos, porém, vivia uma expectativa diferente, que não tinha a ver com a torcida por um lado político. Criador de um modelo que antecipou o percentual dos candidatos a presidente no 1º turno com apenas 2% das urnas apuradas, Mehlmeister aguardava para entender se o seu modelo acertaria o resultado novamente. E, sobretudo, o quão cedo cravaria, com a menor margem possível, as votações de Lula e Flávio Bolsonaro.
Formado em Economia e mestre em Ciência Política pela USP, Mehlmeister hoje é doutorando em Ciência Política na Universidade Duke, nos Estados Unidos. Ele conta, em entrevista à GALILEU, que o suspense no início da noite de domingo envolvia a decisão de anunciar logo de cara (ou não) a vantagem de Lula, que parecia maior do que todo mundo estava esperando.
O plano inicial, de divulgar a primeira projeção, ainda com 0,5% das urnas apuradas, acabou frustrado. Afinal, o anúncio dos dados sobre a apuração nacional ficou paralisado em 0,25% dos votos por cerca de duas horas. Mesmo com uma parcela muito pequena dos votos contabilizados, o modelo já sinalizava a vantagem de Lula. Mehlmeister, no entanto, não considerava o resultado suficientemente confiável, já que, segundo ele, uma amostra tão reduzida não permitia tirar conclusões seguras.
A ciência por trás do modelo que previu o resultado das Eleições 2026 com precisão inédita
