O retorno da líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, à Venezuela desafia o plano de transição elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA, coloca pressão sobre os ombros da presidente interina do país, Delcy Rodríguez, e aumenta as tensões na ala do chavismo que a apoia, ala que, até o domingo (25), parecia sobreviver, sem maiores sobressaltos, aos desdobramentos da derrubada de Nicolás Maduro.
A presença da líder opositora em solo venezuelano altera a relativa tranquilidade com que vinha transcorrendo o que muitos passaram a chamar de “novo momento político” do país sul-americano, após a operação militar de 3 de janeiro que capturou o ditador Nicolás Maduro.
Em troca da manutenção no poder, o chavismo, apoiado por Washington, reformou algumas leis, libertou dezenas de presos políticos, permitiu o retorno de alguns exilados e concedeu a uma empresa, associada ao Pentágono, acesso privilegiado às enormes reservas de petróleo da Venezuela.
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A aparição inesperada de Machado na igreja Santa Rosa de Barquisimeto, no centro-oeste da Venezuela, também colocará à prova esse vínculo, que parece ser muito mais sólido do que a ligação que a líder opositora mantém atualmente com a administração de Donald Trump.
