Em 1940, Warren Buffett tinha 10 anos quando o pai lhe ofereceu uma viagem pela Costa Leste dos Estados Unidos. O menino escolheu o roteiro: uma loja de selos e moedas, uma fábrica de trens de brinquedo e a Bolsa de Valores de Nova York. Howard Buffett, seu pai, trabalhava como corretor em Omaha, e Warren passava horas no escritório acompanhando as cotações que chegavam pelo telégrafo.
Durante um almoço na Bolsa, um funcionário apareceu carregando uma bandeja com folhas de tabaco. Um dos magnatas escolheu as que queria e recebeu um charuto preparado ali mesmo. A cena marcou Buffett. Décadas depois, ele ainda se lembrava de ter pensado quanto dinheiro aquele homem precisava ganhar para ter alguém ali só para enrolar seus charutos.
Pouco depois da viagem, encontrou numa biblioteca Mil maneiras de ganhar mil dólares. Uma das propostas do livro era comprar uma balança, cobrar pelo uso e investir os ganhos em novas balanças. Buffett imaginou vinte delas espalhadas pela cidade. O que o fascinava era a progressão: os lucros compravam novas máquinas, que produziam novos lucros. Começou a calcular o que aconteceria com US$ 1 mil crescendo 10% ao ano. Em 25 anos, seriam mais de US$ 10 mil.
Buffett passou os anos seguintes tentando transformar aquelas contas em dinheiro de verdade. Entregava jornais e poupava boa parte do que ganhava. Aos 19 anos, já havia começado a investir quando leu O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham.
