“Colocaram-no no carro e o obrigaram a assinar um contrato…”
“Agora ele consta como desaparecido… Ainda não assimilei totalmente que, muito provavelmente, ele já esteja morto.”
“É um medo paralisante.”
Estes são relatos de pessoas que afirmam ter vivenciado, na própria pele, o recrutamento militar forçado na Rússia.
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Suas histórias, contadas diretamente à CNN e corroboradas por grupos de direitos humanos, além de um número crescente de relatos de indivíduos e publicações em redes sociais, revelam uma mudança silenciosa na engrenagem de recrutamento para a guerra na Rússia, que já entra em seu quinto ano.
Estamos preservando a identidade dessas pessoas, visto que temem represálias.
Desde a campanha de mobilização em massa de 2022, que provocou um êxodo em pânico através das fronteiras, a Rússia tem recorrido, em grande parte, a vultosos incentivos financeiros para atrair soldados para o combate.
Contudo, há indícios de que essa estratégia está sendo, aos poucos, substituída pela coerção e pelo engano.
A Rússia tem negado, repetidamente, as alegações ucranianas de que planeja uma nova onda de mobilização em massa, mesmo diante do aumento das baixas no front e da queda nos números de recrutamento.
