O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu da eleição presidencial com 59,8 milhões de votos, mas viu sua posição política se fragilizar nos dias seguintes à derrota. A tentativa de contestar o resultado, a divergência com o próprio partido e a fuga do Brasil, apesar de uma proibição judicial, comprometeram sua tentativa de assumir a liderança da oposição.
Embora tenha recebido 48,21% dos votos válidos, sua ausência de Brasília se dá justamente quando congressistas, governadores e dirigentes partidários começam a se reorganizar para o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A derrota também repercutiu nas articulações em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A candidatura do filho havia ampliado as expectativas de aliados sobre uma eventual soltura do ex-presidente, mas o resultado das urnas reduziu o peso político da família nessas discussões. A fuga de Flávio acrescentou incertezas sobre sua participação em eventuais negociações.
DA DERROTA AO DESENCONTRO COM O PL
A sequência começou no domingo (25.out.2026), quando Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% de Flávio. Depois da apuração, o senador anunciou que contestaria a validade da eleição, embora a diferença entre os candidatos tenha superado 4,4 milhões de votos.
Na 2ª feira (26.out), Flávio recuou da proposta de pedir a anulação da votação e passou a defender uma ação por suposto abuso de poder político e econômico da campanha petista.
