Lideranças indígenas cobraram proteção às comunidades yanomami, a ampliação do acesso à água potável e a continuidade das políticas públicas durante audiência realizada na 3ª feira (27.out.2026) pela Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami, vinculada à CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado. A presidente da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Lúcia Alberta Baré, apresentou metas para recuperar áreas degradadas pelo garimpo, com previsão de investimentos de R$ 37,3 milhões nos próximos 5 anos destinados à recuperação ambiental.
O diretor da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, Edson Baré, defendeu o fortalecimento das parcerias institucionais para garantir a continuidade das iniciativas nas comunidades. Segundo ele, a falta de recursos financeiros compromete a manutenção dos projetos, que também dependem do diálogo entre instituições e do envolvimento das prefeituras.
Baré reconheceu avanços em áreas como a educação, mas apontou a necessidade de ampliar o acesso à água potável e alertou para os efeitos do garimpo sobre os recursos naturais.
“De modo concreto, temos avanços, sim. As escolas e os professores, por exemplo. Mas a gente vem buscando métodos para levar as políticas todas a chegarem a quem mais precisa, na ponta.
