A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), divergiu do colega Alexandre de Moraes e votou por uma pena de um ano de prisão para o eletricista Willian Fonseca Amorim, de 50 anos, condenado a 14 anos por participação nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
Willian é alvo de um mandado de prisão expedido por Moraes após o esgotamento dos recursos contra a condenação. A ordem foi encaminhada à Polícia Federal (PF).
A divergência entre Cármen e Moraes ocorreu no julgamento da ação penal no plenário virtual.
Cármen considerou que não havia provas suficientes para condená-lo pelos crimes mais graves relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes.
Em um voto-vista de 36 páginas, a ministra sustentou que, embora o eletricista tenha participado das manifestações em Brasília, não ficou demonstrado que ele tenha invadido prédios públicos, depredado patrimônio ou incentivado diretamente outras pessoas a praticar os ataques.
“Não há nos autos eletrônicos prova de que o réu teria, no dia 8.1.2023, invadido prédios públicos ou danificado o patrimônio público, incitado ou instigado diretamente outros a fazê-lo, portado explosivos, armas de fogo ou armas brancas, ou realizado transmissões ao vivo pela internet conclamando o comparecimento de mais manifestantes ao local dos atos criminosos”, afirmou a ministra.
