Cibercriminosos encontraram uma nova maneira de lucrar com a popularidade das ferramentas de inteligência artificial (IA). Uma campanha recente, monitorada por especialistas da empresa de cibersegurança Check Point Research, utiliza aplicativos falsos de IA para infectar computadores e roubar recursos de processamento para a mineração clandestina de criptomoedas.
Os ataques envolvem a criação de projetos falsos em plataformas de desenvolvimento que simulam versões avançadas e inexistentes de programas populares, como ferramentas associadas ao ChatGPT (OpenAI) e ao Claude (Anthropic). Para atrair vítimas, os golpistas investem em estratégias para garantir que os links falsos apareçam nas primeiras posições de mecanismos de busca como o Google, técnica conhecida como envenenamento de SEO.
Os arquivos baixados contêm executáveis legítimos assinados pelas empresas oficiais, mas acompanhados de bibliotecas maliciosas que executam uma técnica chamada de “sideloading” de DLL, segundo o relatório técnico divulgado nesta terça-feira (27). Essa estratégia serve para burlar defesas de segurança tradicionais.
Como o ataque acontece na prática
Ao acessar as páginas falsas e baixar os arquivos compactados, o usuário acredita estar instalando um assistente de inteligência artificial moderno para uso no computador. No entanto, o pacote descarrega a ameaça chamada de Yoba, que inicia um processo silencioso em segundo plano.
