O ano é 2026. E ainda não temos carros voadores. Quer dizer, temos. Mas os projetos mais avançados ainda estão em fase de testes. Ainda são protótipos.
Atualmente, não se questiona se os eVTOLs vão, de fato, sair do papel.
(Esta é a sigla em inglês para Electric Vertical Take-Off and Landing - que, em tradução livre, significa veículo elétrico que decola e pousa na vertical.)
“Vai acontecer”, disse Fernando Martini Catalano, professor do departamento de Engenharia Aeronáutica e diretor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP).
Catalano explicou ao Olhar Digital o que são carros voadores, como eles funcionam e o que falta para eles, com perdão pelo trocadilho, decolarem (no sentido figurado).
A reportagem também conversou sobre o tema com outro docente chamado Fernando. Este, de sobrenome Castro Pinto, é professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da UFRJ.
A corrida entre empresas de carros voadores
As duas principais empresas do setor são a Joby Aviation e a Eve Air Mobility (“Eve”, para os íntimos). A primeira é dos Estados Unidos. A segunda é um braço da empresa brasileira Embraer.
O que acontece no momento é uma corrida para ver quem consegue cumprir primeiro exigências de autoridades aeronáuticas como Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e FAA (a Anac dos EUA).
A Joby foca em ser a pioneira do mercado americano e do Oriente Médio. Já a Eve aposta na simplicidade mecânica do seu design.
