A mudança no sistema eleitoral brasileiro ganhou força no Congresso Nacional, em especial na Câmara dos Deputados, após as eleições de 2026. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula com lideranças partidárias uma proposta para substituir o atual voto proporcional de lista aberta pelo modelo distrital misto.
A intenção é votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ainda neste ano. Para ser aprovada, precisa do voto de ao menos 3/5 dos deputados, ou seja, 308 votos favoráveis em dois turnos. No Senado, precisa de 49.
O Metrópoles apurou que o deputado Domingos Neto (PSD-CE) deve relatar a matéria em plenário, visto que ele já relatava um Projeto de Lei (PL) similar que está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa Baixa. O parecer já está pronto, mas o parlamentar está aguardando Motta terminar de falar com todas as lideranças para decidir se dará sequência ao texto já elaborado.
A iniciativa, porém, divide os parlamentares. Partidos do Centrão, como PP, União Brasil, PSD e Republicanos, demonstraram apoio à discussão. Já a oposição, liderada pelo PL, se posicionou contra a alteração. O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) manifestou resistência à proposta nas redes sociais.
“Como líder da oposição na câmara dos deputados, depois de ouvir a bancada que lideramos, somos contrário a mudança da legislação eleitoral sobre o voto distrital misto”, escreveu em sua página no X.
