O Ibovespa acumulou uma queda acima de 18% na semana seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais, em um movimento de reprecificação dos ativos brasileiros diante das incertezas sobre a condução das políticas econômica e fiscal da nova gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A desvalorização da Bolsa foi acompanhada pela alta do dólar e pela disparada dos juros futuros, refletindo a revisão das expectativas dos investidores para o cenário econômico do país.
O movimento mais intenso ocorreu na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição de Lula, quando o principal índice da Bolsa brasileira recuou quase 14%. A queda acentuada acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações para conter movimentos extremos do mercado.
Nos pregões seguintes, o Ibovespa continuou pressionado e passou a operar na faixa dos 167 mil a 169 mil pontos, devolvendo os ganhos acumulados em outubro. Apesar da correção, o índice ainda registra valorização de aproximadamente 4% no ano.
Ao CNN Money, o CIO da Sincra, Gustavo Cruz, avaliou que a queda ocorreu em um contexto no qual investidores brasileiro e estrangeiros estavam bastante posiiconados em ativos locais.
O desempenho da Bolsa na próxima semana deve depender de “definições sobre o novo ministro da Fazenda e a equipe econômica, da decisão do Banco Central sobre os juros e dos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã”.
