O Partido Liberal (PL) mudou de posicionamento diante das acusações de fraude nas urnas feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado nas eleições presidenciais. Inicialmente, o ex-candidato afirmou que ele e a legenda iriam acionar a Justiça para pedir a anulação do pleito. Depois, o próprio PL reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos bastidores, o receio está em desgastar a imagem da sigla para eleições de 2028 e 2030, além da possibilidade de multa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como ocorreu após a disputa de 2022.
A fuga do país e as acusações de Flávio geraram reações entre aliados e nos Três Poderes. O parlamentar está nos Estados Unidos e divulgou uma carta de teor golpista alegando fraude, mas sem apresentar provas de irregularidades no processo eleitoral.
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou que as eleições de 2026 “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”.
Os próprios aliados de Flávio também defenderam as urnas eletrônicas. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha bolsonarista à Presidência, afirmou que o PL não tem provas de fraudes nas eleições.
Reeleito em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também se pronunciou. Em nota, ele afirmou que a oposição deve respeitar o resultado das eleições e atuar dentro das instituições democráticas.
