Os partidos com menor participação parlamentar e maior intensidade ideológica discordam sobre a proposta de mudança do voto proporcional para o voto distrital misto. A alteração no modelo eleitoral para o Legislativo é um dos objetivos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A CNN entrou em contato com as lideranças dos principais partidos com menor participação na Câmara, como PSOL, Missão, Novo, PRD, PDT e Avante. Há o receio por parte das siglas mais à esquerda de haver a diminuição da representação de figuras mais ideológicas e midiáticas, como o caso da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP).
Com o modelo mencionado por Motta após reunião com lideranças do centrão, figuras com perfil de massas e forte presença on-line serão os principais alvos, conhecidos como “puxadores de voto”.
Atualmente, deputados federais, estaduais, distritais e vereadores disputam eleições no modelo proporcional, diferentemente de governadores, senadores, prefeitos e presidente, que disputam eleições majoritárias. A diferença é que nas eleições proporcionais, votos dos candidatos de cada partido ou federação são somados aos votos de legenda, e o total define quantas cadeiras o grupo tem direito a ocupar. A votação individual define quais candidatos assumem essas vagas vencedoras.
