Após a remessa dos autos do caso Master ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, ao menos seis pedidos de revisão de prisões preventivas estão sem decisão na Corte há mais de um mês.
Os pedidos foram feitos pelas defesas de investigados com base na lei que obriga os juízes a reavaliarem, a cada 90 dias, a necessidade de manter as preventivas.
Entre investigados que pediram a revisão estão Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master; Manoel Mendes Rodrigues, operador de jogo do bicho e parte do grupo de intimidação do banqueiro; Daniel Lopes Monteiro, operador financeiro do BRB (Banco de Brasília); além de Fabiano Zettel, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, respectivamente cunhado, pai e primo do banqueiro.
No início de setembro, Edson Fachin determinou que os autos dos casos Banco Master e INSS fossem remetidos à Presidência da Corte.
A decisão ocorreu em meio à crise no Supremo provocada por suspeitas de envolvimento de ministros com Daniel Vorcaro e de possíveis benefícios recebidos ou concedidos ao banqueiro.
O episódio também acirrou os atritos internos no tribunal, com ministros solicitando a abertura de investigações envolvendo colegas, como nos embates entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Com a decisão de Fachin, a CNN apurou que, embora não tenha havido uma mudança formal de relatoria, o gabinete de Mendonça, relator das investigações, optou por não tomar novas decisões nos processos até que eles fossem devolvidos por Fachin.
