A mística, o ocultismo e o universo das bruxas e feiticeiras fascinam não apenas os amantes do terror, mas também aqueles que trabalham com moda. Desde Comme des Garçons à Dior, designers têm se inspirado na história e nas narrativas das bruxas para criar coleções que exploram a ambiguidade presente nas histórias dessas mulheres, trazendo questões relacionadas à resistência, ao empoderamento, à liberdade e à sensualidade.
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Referências a personagens históricas
Na coleção de outono/inverno de 2007, Alexander McQueen mergulhou no passado e levou a memória de Elizabeth Howe à passarela. De acordo com o estilista, sua mãe descobriu que a família tinha um parentesco distante com Howe, inglesa condenada à morte durante o Julgamento das Bruxas de Salem, em 1692. Intitulada In Memory of Elizabeth Howe, Salem 1692 (Em memória de Elizabeth Howe, Salem 1692, em tradução livre), a coleção apresentou símbolos ocultistas, silhuetas de inspiração puritana, peças que simulavam armaduras protetoras e bordados que representavam fios de cabelo, em referência à prática de raspar os cabelos das mulheres condenadas.
