A candidata da esquerda à Prefeitura de Berlim, Elif Eralp, tornou-se protagonista de um escândalo político na Alemanha depois de admitir, em mensagens privadas, que teme pela própria segurança e pela de sua família em razão da presença de apoiadores do grupo terrorista palestino Hamas no ambiente político de seu partido.
A revelação, publicada pela revista alemã Der Spiegel na última quinta-feira 29, expôs as contradições do partido Die Linke (A Esquerda), legenda que reúne setores da esquerda radical alemã e que enfrenta acusações de tolerância ao antissemitismo e de proximidade com militantes ligados a organizações extremistas palestinas.
A controvérsia agravou-se depois de informações de que Eralp precisaria de proteção policial durante um congresso de seu próprio partido, marcado para este sábado, 31.
O motivo é particularmente constrangedor: a candidata que pretende governar a capital alemã teme indivíduos que circulam no ambiente político de sua própria legenda.
Mensagens enviadas por engano revelaram o medo da candidata
O escândalo começou depois de uma entrevista concedida por Eralp à revista Der Spiegel. Durante a conversa, os jornalistas questionaram a candidata sobre episódios de antissemitismo no Die Linke e sobre as relações de integrantes do partido com ativistas pró-palestinos considerados extremistas pelas autoridades alemãs.
