A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma das maiores ondas de desvalorização do mercado financeiro brasileiro desde a implantação do Plano Real.
Em apenas cinco pregões, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) perdeu quase R$ 1 trilhão em valor de mercado, o dólar disparou mais de 9% e os juros futuros registraram uma forte elevação, diante da desconfiança dos investidores em relação à política econômica do próximo mandato petista.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sexta-feira, 30, aos 167.921,80 pontos, acumulando uma queda de 18,12% na semana.
Foi o pior desempenho semanal desde março de 2020, quando os mercados financeiros mundiais entraram em colapso durante o início da pandemia de Covid-19.
A dimensão da queda fica ainda mais evidente quando se observa a redução do valor das empresas listadas na Bolsa.
De acordo com levantamento da consultoria Elos Ayta, o valor de mercado das companhias negociadas na B3 passou de aproximadamente R$ 5,684 trilhões na sexta-feira, 23 de outubro, para R$ 4,721 trilhões nesta sexta-feira, 30.
A diferença representa uma destruição de aproximadamente R$ 963 bilhões em valor de mercado em apenas uma semana.]
O montante supera o valor de mercado da Petrobras, estimado em cerca de R$ 734 bilhões. Em outras palavras, a desvalorização das empresas brasileiras foi equivalente ao desaparecimento de uma Petrobras inteira, acrescida de aproximadamente R$ 229 bilhões.
