O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) saiu em defesa da repórter Deborah Sena, da Rádio Auriverde. A entidade repudiu a abordagem policial feita enquanto a comunicadora tentava participar ao vivo da programação da emissora, na manhã desta sexta-feira, 30.
Deborah relata que, enquanto conseguiu permanecer no ar, um agente da Polícia Legislativa exigia que ela apresentasse documento de identificação. Devido à abordagem, a jornalista não conseguiu dar continuidade aos seus trabalhos, que estavam sendo realizados na área externa da Chapelaria do Anexo IV da Câmara dos Deputados.
Absurdo completo!Toda minha solidariedade à jornalista Deborah Sena.Esperaram que ela entrasse ao vivo para aborda-la pedindo credencial.Sendo que TODOS OS DIAS ela está no Congresso fazendo cobertura para Auri Verde.Está claro que o problema é perseguição.Cadê a liberdade…, Max Cardoso (@Maxcardoso) October 30, 2026
No momento da abordagem policial, a Auriverde entrevistava o senador eleito Ubiratan Sanderson (PL-RS). Sem Deborah, a conversa passou a ser conduzida apenas pelo apresentador Alexandre Pittoli.
Sobre o caso, o SJPDF divulgou nota de repúdio no início da noite desta sexta-feira. O texto conta com o aval da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
"O SJPDF e a Fenaj consideram injustificável que uma transmissão jornalística seja prejudicada por uma abordagem de rotina sem demonstração de urgência", afirmam, em conjunto, o sindicato e a federação.
