O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que é o líder legítimo do Brasil.
A informação foi publicada nesta sexta-feira, 30, pela agência Reuters, com base em relatos de uma autoridade americana e de outra pessoa a par do assunto, ambas sob condição de anonimato.
Trump: risco de crise diplomática
Segundo a reportagem, Trump não tem planos atuais de respaldar as ambições políticas do senador, embora possa mudar de posição. A avaliação é de que a Casa Branca busca evitar uma nova crise diplomática com o Brasil.
Trump afirmou que a eleição brasileira pareceu “manipulada”, mas declarou que não apoiou nenhum dos candidatos. Também disse que mantém boa relação com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo 25.
Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28), acompanhado da mulher e das duas filhas, depois de deixar o Brasil. O governo americano autorizou a entrada da família, com participação do secretário de Estado, Marco Rubio, que recomendou a Trump a concessão de autorização humanitária.
A viagem ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega do passaporte do senador, a pedido da Polícia Federal, que o investiga por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Antes de viajar, Flávio publicou uma carta na qual se declarou inicialmente presidente eleito.
