Os primeiros dias após as eleições foram marcados por forte correção nos mercados financeiros e por um contundente realinhamento das expectativas do setor produtivo com relação ao futuro da economia brasileira.
Em síntese, vimos dólar e juros futuros para cima, enquanto as empresas com ações listadas na bolsa registram expressivas perdas de valor. Embora o universo agro seja atingido por essa conjuntura por canais diferentes, ele não está imune ao choque de realidade que as urnas entregaram após o 2° turno.
O que as urnas entregaram após o 2° turno?
Ao final da contagem dos votos, o atual governo (Lula/PT) conseguiu conquistar a sua reeleição. Essa vitória acabou revertendo as expectavas que os agentes de mercado estavam formando desde o resultado do 1° turno.
Na ocasião, as urnas revelaram uma liderança do principal candidato de oposição (Flávio Bolsonaro) e uma ampla maioria dos partidos de espectro da direita e do centro em ambas as casas do Congresso.
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Com a vitória do atual grupo político no Palácio do Planalto, o mercado teve que se reposicionar diante do choque de realidade que o 2° turno trouxe e reprecificar os ativos associados à economia brasileira, levando a uma forte queda da bolsa e expressiva alta, tanto do dólar quanto dos juros futuros.
