O governo dos Estados Unidos está investigando se hackers ligados à Coreia do Norte foram responsáveis por um ataque que desviou cerca de US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões) da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. A possibilidade foi comentada pelo presidente Donald Trump nesta sexta-feira (30), enquanto empresas especializadas em análise de blockchain apontam indícios de envolvimento de um grupo hacker norte-coreano.
Questionado por jornalistas no Salão Oval da Casa Branca sobre a possível participação da Coreia do Norte, Trump respondeu que o governo estava investigando o caso. “Estamos analisando isso”, afirmou. O presidente também reconheceu que houve um ataque hacker, mas não confirmou a autoria.
A suspeita ganhou força após análises da TRM Labs e da Chainalysis, duas empresas especializadas em rastreamento de transações com criptomoedas. As companhias identificaram semelhanças entre o incidente e operações anteriores atribuídas a hackers norte-coreanos.
A TRM Labs apontou o grupo TraderTraitor, unidade de hackers de elite ligada à Coreia do Norte. A empresa afirmou ter alto grau de confiança nessa atribuição, conclusão que também foi compartilhada pela Chainalysis. A Binance, porém, ainda não confirmou quem realizou o ataque.
Como aconteceu o roubo bilionário?
Os invasores conseguiram retirar aproximadamente US$ 6,3 bilhões em criptomoedas de carteiras utilizadas pela Binance para processar transações.
