A defesa do jornalista Oswaldo Eustáquio Filho pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma acareação com o tenente-coronel Mauro Cid. Em manifestação protocolada na quarta-feira 28, o advogado Ricardo Freire Vasconcellos afirma que a iniciativa para levar influenciadores ao Palácio da Alvorada, em 12 de dezembro de 2022, partiu do próprio ex-ajudante de ordens, e não do então presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a versão apresentada pela defesa, Cid telefonou para um influenciador que estava com Eustáquio, contou que o cacique José Acácio Serere Xavante havia sido preso e relatou o clima de tensão em Brasília. Na conversa, teria sugerido que os dois fossem ao Alvorada para se proteger.
Eustáquio permaneceu no palácio, mas, conforme o advogado, não se encontrou com Bolsonaro. A defesa também contesta a versão de que Cid teria providenciado transporte para levar o jornalista a um local de hospedagem. Segundo a manifestação, Eustáquio morava em Brasília com a família.
Defesa questiona colaboração de Mauro Cid
O advogado sustenta que a colaboração premiada de Cid precisa de elementos de corroboração. Para isso, cita o artigo 4º, parágrafo 16, da Lei 12.850/2013, que impede o uso exclusivo das declarações do colaborador para fundamentar determinadas decisões, entre elas o recebimento de denúncia.
A defesa pede que o STF examine integralmente os trechos pertinentes do depoimento de Cid e realize a acareação entre os dois.
