As eleições em Israel novamente ameaçam colocar o país em um impasse político. A situação, porém, não é inédita. Exatamente pelo risco de, depois de um pleito, não se formar uma aliança que detenha a maioria das cadeiras da Knesset, 61, a legislação criou freios para que a nação não fique desgovernada.
Pelo artigo 30 da Lei Básica do Governo de Israel, existe a continuidade do governo até a posse de seu sucessor. Ou seja, se, por acaso, o Irã tentar se aproveitar do que imaginaria ser um vácuo político, a estrutura do governo, com Benjamin Netanyahu no comando, continua funcionando, com capacidade de lidar com situações de emergência, respeitados os limites jurídicos aplicáveis a um governo de transição.
Pelo resultado das urnas, o bloco de Netanyahu conquistou 53 cadeiras. Os partidos do campo de oposição somaram 48, enquanto os partidos árabes obtiveram 19. Netanyahu venceu a disputa entre os partidos, mas ainda não garantiu sua permanência no poder.
O presidente Isaac Herzog terá papel importante na escolha de quem tentará formar a próxima coalizão. Gadi Eisenkot (Yashar) é o principal adversário de Netanyahu. Seu partido conquistou 21 cadeiras. Ele poderá tentar formar uma coalizão alternativa. Herzog ouvirá os representantes dos partidos para identificar quem tem melhores condições de formar uma maioria parlamentar. Eisenkot receberá a apresentação oficial dos resultados eleitorais nesta quarta-feira, 4.
