A chapa governista saiu da eleição de 4 de outubro na Paraíba quase sem perdas. Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador, e João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ficaram com as duas vagas no Senado. A exceção foi Nabor Wanderley (Republicanos), ex-prefeito de Patos e pai do presidente da Câmara, Hugo Motta.
Nabor terminou em terceiro, com cerca de 888 mil votos, 79 mil atrás de Veneziano. Fora de Campina Grande, a diferença entre os dois foi de apenas 1.200 votos. Pesou na disputa o fato de Nabor ter sido o único nome da aliança ao Senado sem o apoio declarado de Lula, que em junho gravou vídeo pedindo voto para Veneziano.
Com Lula reeleito, a montagem do quarto mandato começou a gerar especulação no estado. Nos últimos dias, o nome da senadora Daniella Ribeiro passou a circular nos jornais paraibanos como cotada para o primeiro escalão. Até agora, porém, nenhum sinal do Planalto sustenta a cotação. Lula ainda deve começou a discutir a nova Esplanada daqui a duas semanas, mas a notícia já surgiu antes de qualquer conversa.
Se vingasse, a indicação seria mais um posto para uma família que já está bem servida. Lucas, filho de Daniella, governa o estado por mais quatro anos. Aguinaldo Ribeiro, irmão dela, ocupa a liderança da Maioria no Congresso. A própria Daniella encerra o mandato à frente da Primeira-Secretaria do Senado, cargo que administra a máquina da Casa.
