O número de denúncias de assédio eleitoral no trabalho disparou após o último domingo (25) - dia no qual Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil.
Ao longo desta semana, postagens incentivando perseguição e represálias contra eleitores circularam nas redes sociais.
Na quinta-feira (29), o aplicativo Carteira de Trabalho Digital emitiu uma notificação com orientações sobre assédio eleitoral no trabalho.
No mesmo dia, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação na Justiça contra a Meta, dona de redes sociais como Instagram, Facebook e WhatsApp.
O órgão pedia que a empresa de Mark Zuckerberg derrubasse postagens que incentivassem empresários a vigiar, expor, demitir ou deixar de contratar ou demitir pessoas por conta das suas escolhas eleitorais.
O Olhar Digital conversou sobre o tema com Marcel Zangiácomo, especialista em direito processual e material do trabalho. Ele também é sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados.
‘Tem empregada petista? Demita!’, escreve deputada em rede social
O MPT recebeu mais de 1.140 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho ao longo dos três dias seguintes ao segundo turno.
O balanço foi apresentado pelo secretário de Relações Institucionais do MPT, Maurício Coentro de Melo, em coletiva de imprensa na quarta-feira (28).
