A alimentação à base de plantas pode trazer muitos benefícios, mas o selo vegano na embalagem não garante nada sozinho. Afinal, batata frita é vegana. Refrigerante também. Muitos biscoitos recheados, salgadinhos e balas de goma idem. Basta pensar um pouco para perceber: não ter ingrediente de origem animal não transforma um alimento em saudável.
Mesmo assim, o selo “vegano” ou “plant-based” estampado na embalagem costuma passar a sensação de escolha leve e virtuosa.
No Dia Mundial do Veganismo, celebrado no próximo domingo (1º/11), vale separar duas coisas que muita gente mistura: a decisão de não consumir produtos de origem animal, que é ética e respeitável, e a qualidade da alimentação, que depende de outras escolhas.
O efeito auréola
Existe um fenômeno conhecido como efeito auréola. Quando um produto traz palavras como vegano, natural, fit ou orgânico, a tendência é enxergá-lo como mais saudável do que realmente é e até comer mais dele.
A indústria percebeu isso. Hoje existem hambúrgueres, salsichas, nuggets, queijos, sorvetes e chocolates veganos. Alguns são boas opções. Outros têm listas longas de ingredientes, com muito sódio, óleos, açúcar, espessantes e aromatizantes. Ou seja, são ultraprocessados, só que sem carne.
O que a ciência mostra
As pesquisas confirmam que dietas baseadas em plantas podem proteger o coração e reduzir o risco de doenças crônicas.
