O ministro dos Transportes da Espanha, Oscar Puente, rejeitou nesta sexta-feira (30) pedidos por sua renúncia após o segundo acidente ferroviário com um grande número de vítimas sob sua gestão neste ano, enquanto as autoridades trabalhavam para identificar as vítimas de uma colisão que matou pelo menos 69 pessoas.
Parlamentares de todo o espectro político criticaram, ao longo desta semana, o ministro após ele ter atribuído o acidente de quarta-feira (28) a uma falha de protocolo por parte dos operadores da central de controle, em vez de assumir a responsabilidade; sindicatos de trabalhadores ferroviários chegaram a exigir sua demissão imediata.
O acidente, ocorrido perto da cidade de Urda, no centro da Espanha, é o segundo do tipo com várias vítimas neste ano; outro episódio envolvendo as mesmas empresas ferroviárias na mesma linha resultou na morte de 46 pessoas em janeiro.
O caso reacendeu o debate sobre a segurança e a manutenção da rede ferroviária de alta velocidade da Espanha, a mais extensa da Europa, justamente em um momento em que o país se prepara para eleições, convocadas pelo primeiro-ministro de esquerda, Pedro Sánchez, para o dia 29 de novembro.
“Meu dever, neste momento, não é discutir se permanecerei no cargo, mas sim resolver o problema, determinar exatamente o que aconteceu e oferecer explicações claras”, afirmou Puente em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira.
