A França se prepara para enfrentar, neste sábado (31), sua terceira mobilização social em três semanas, considerada pelo governo como de “altíssimo risco de distúrbios da ordem pública”.
Primeira jornada de manifestações contra o alto custo de vida, em 17 de outubro, foi marcada por cenas de caos, com prédios públicos incendiados e milhares de comércios saqueados nos centros das grandes cidades, especialmente em Paris, Lyon (centro-leste) e Marselha (sudeste).
As manifestações reuniram entre 550 mil pessoas, segundo a polícia, e 800 mil, de acordo com o sindicato de esquerda CGT.
Por esse motivo, o dispositivo policial foi significativamente reforçado durante a segunda convocação, em 24 de outubro, quando, em um clima majoritariamente pacífico, entre 410 mil e 800 mil pessoas saíram às ruas, com alguns episódios isolados de violência.
Para este sábado, que coincide com a festa de Halloween, será ampliado um dispositivo de segurança “excepcional”, afirmou na quinta-feira o ministro do Interior, Laurent Nuñez, que alertou para uma manifestação com “risco muito elevado de distúrbios da ordem pública”.
O ministro mencionou “numerosos chamados para cometer saques” nas redes sociais. Cerca 70 mil policiais e gendarmes serão mobilizados.
“Estão previstos episódios de violência urbana comparáveis aos de 17 de outubro ao longo de todo o dia”, afirmou uma fonte do entorno do ministro.
“Temem-se tentativas de depredação e saques”, acrescentou a mesma fonte.
