BRASÍLIA - O governo do presidente Lula (PT) planeja adotar uma nova postura nas negociações políticas voltadas para a composição de sua base de sustentação no Legislativo. De acordo com informações de bastidores, a distribuição de cargos e pastas ministeriais para partidos do Centrão deixará de seguir apenas o critério do tamanho das bancadas partidárias, passando a ser rigorosamente atrelada ao compromisso formal de apoio e fidelidade nas votações de interesse do Palácio do Planalto.
As conversas oficiais com os dirigentes partidários devem ser intensificadas logo após o feriado prolongado de Finados. Para conduzir a articulação inicial, o comando petista escalou emissários encarregados de estabelecer pontes com as legendas de centro, visando fechar o desenho da nova Esplanada dos Ministérios até o dia 20 de dezembro.
Exigência de lealdade nas pautas
A ordem na cúpula governista é evitar os desgastes enfrentados em mandatos anteriores, período em que legendas contempladas com espaço na máquina administrativa acabaram impondo derrotas expressivas ao governo em votações estratégicas. Pela nova diretriz, a indicação de nomes para ocupar cargos no Poder Executivo também será restrita a parlamentares que demonstrem histórico de alinhamento com a pauta governista.
