O contrato futuro da soja para entrega em janeiro encerrou a sessão desta sexta-feira (30) negociado a US$ 12,34 por bushel na bolsa de Chicago, com desvalorização de 0,04%.
Segundo análise da Granar, após quatro sessões consecutivas de perdas, os preços apresentaram uma recuperação moderada durante o pregão, apoiados por operações de hedge realizadas por investidores. Apesar disso, os fundamentos de mercado continuam pressionados pelo avanço da colheita recorde nos Estados Unidos e pela entrada da nova safra no mercado.
A fraqueza das cotações do farelo de soja ao longo da semana, em meio ao bom desempenho das vendas argentinas e à maior competitividade das exportações brasileiras, reduziu o suporte aos preços da oleaginosa norte-americana. A desvalorização do real frente ao dólar favorece os embarques brasileiros e amplia a concorrência com o produto dos Estados Unidos.
No cenário comercial, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou duas novas vendas de soja da safra 2026/2027 para destinos não informados, nos volumes de 165,15 mil toneladas e 132 mil toneladas, respectivamente.
As operações alimentaram especulações sobre uma possível participação da China na demanda. No entanto, a ausência de confirmação oficial de novas compras pelo país asiático mantém os operadores cautelosos, especialmente diante da expectativa de retomada dos negócios entre os dois países e da importância do mercado chinês para as exportações norte-americanas.
