Agricultores despejaram esterco nas ruas de Turim nesta sexta-feira (30), em meio a manifestações que ocorreram em mais de 50 cidades da Itália.
Inspirados por uma onda de protestos semelhantes em outras partes da Europa, dezenas de milhares de italianos foram às ruas para se manifestar contra o aumento no custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, como saúde e educação.
A mobilização nacional desta sexta-feira foi liderada pelo sindicato anticapitalista USB (Unione Sindacale di Base) e contou com a participação de trabalhadores dos setores público e privado.
Trabalhadores do setor de transportes também planejavam aderir aos piquetes, mas desistiram da ideia depois que o ministro dos Transportes, Matteo Salvini, ameaçou o setor com sanções.
O sindicato USB incentivou os taxistas a manterem as greves, apesar de terem recebido um aviso semelhante.
As maiores manifestações ocorreram em Milão, Turim e na capital, Roma, onde pessoas de todas as idades se uniram para expressar sua indignação contra a primeira-ministra Giorgia Meloni e seu governo.
Em Milão, manifestantes seguravam cartazes com palavras de ordem antigovernamentais; um deles dizia: “Vamos derrubar o governo Meloni, a rebelião é justa”. Em Nápoles, alguns manifestantes queimaram fotos da premiê.
O Ministério do Interior da Itália informou que prisões “preventivas” foram realizadas antes das marchas, com o objetivo de conter a violência.
