A cachaça carrega características da cana, do alambique e das escolhas feitas durante a produção. No caso do azeite, a variedade das azeitonas, o cultivo e a extração interferem no resultado. Já o doce de leite parte de ingredientes conhecidos, mas muda de acordo com a receita e o modo de fazer.
Em pequenas e médias propriedades rurais, técnicas, receitas e conhecimento acumulado dão características próprias a alimentos e bebidas que chegam à mesa dos brasileiros.
Cachaça de alambique, azeite e doce de leite foram as três categorias da edição de 2026 do Prêmio CNA Brasil Artesanal. Criada para valorizar alimentos e bebidas produzidos por pequenos e médios produtores rurais, a iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reconhece a qualidade e a identidade da produção artesanal brasileira.
Neste ano, 370 amostras participaram do concurso: 170 cachaças de alambique, 115 doces de leite e 85 azeites. Até chegar aos premiados, os produtos passaram por duas etapas de avaliação, uma com especialistas e outra aberta aos consumidores.
A cerimônia de premiação ocorreu em 15 de outubro, em Brasília, e reconheceu 30 produtos de seis estados. Os três primeiros colocados de cada modalidade receberam certificados, prêmios em dinheiro e os Selos Ouro, Prata e Bronze.
Primeiro, o produto. Depois, o rótulo
As amostras foram apresentadas sem identificação das marcas, para que os especialistas avaliassem suas características.
