A CJ Selecta, controlada desde 2017 pelo grupo sul-coreano CJ CheilJedang, fechou um financiamento de US$ 30 milhões, ou cerca de R$ 155 milhões, com o Bradesco para a compra de soja certificada. A operação, estruturada como um PPE (Pré-Pagamento à Exportação) Verde, estabelece critérios de rastreabilidade e sustentabilidade para a utilização dos recursos.
O financiamento está vinculado à aquisição de matéria-prima que atenda a padrões socioambientais verificáveis. Isso significa que a empresa precisa comprovar a origem da soja comprada e demonstrar que os fornecedores seguem critérios reconhecidos de sustentabilidade.
A operação faz parte da estratégia da CJ Selecta de ampliar o controle sobre a origem dos grãos utilizados em suas fábricas, afirmou a companhia em comunicado. Em 2025, 99,63% do volume de soja adquirido pela companhia teve a origem rastreada até o nível da propriedade rural, por meio do CAR (Cadastro Ambiental Rural). O registro permite identificar e delimitar os imóveis rurais.
No mesmo período, todo o volume de soja não geneticamente modificada comprado pela empresa recebeu certificação ProTerra, que estabelece requisitos relacionados à sustentabilidade da produção agrícola e à responsabilidade socioambiental da cadeia de fornecimento.
