O papa Leão XIV defendeu que sistemas de inteligência artificial sejam “desarmados” e pediu que decisões sobre a vida humana permaneçam sob supervisão de pessoas. O pontífice também incentivou países membros da ONU a avançar na proibição de armas autônomas letais.
Durante um encontro sobre IA, o líder da Igreja Católica alertou para os riscos de delegar decisões humanas a máquinas e defendeu regras internacionais para orientar o desenvolvimento da tecnologia.
Máquinas são ferramentas, não pessoas
Em discurso aos participantes do encontro “O futuro da IA: um diálogo entre o Vaticano e o mundo científico sobre os avanços e as aplicações das tecnologias inteligentes”, Leão XIV apresentou cinco princípios para orientar o desenvolvimento da inteligência artificial. A reunião foi organizada pela Pontifícia Academia para a Vida e pelo Future of Life Institute.
O pontífice afirmou que o futuro da tecnologia depende das escolhas humanas. Por isso, cabe às pessoas orientar, modificar e, quando necessário, rejeitar suas aplicações.
Essa responsabilidade, segundo ele, não pode ser transferida às próprias máquinas. Leão XIV criticou a possibilidade de conceder direitos ou personalidade jurídica a sistemas de IA. Eles não têm experiências, corpo, sentimentos ou relacionamentos e não compreendem conceitos como amor, trabalho e responsabilidade.
