A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) notificou a Meta para que a empresa informe quantas contas e publicações foram derrubadas ou restringidas no Instagram e no Facebook durante o período eleitoral. O pedido foi enviado em 23 de outubro, antes do 2º turno das eleições. Até 28 de outubro, a empresa não havia respondido.
A notificação foi motivada por uma denúncia da ONG CTRL+Z. A entidade afirma que a Meta suspendeu contas sem aviso, sem motivos aparentes e de permitir que os usuários contestem as decisões.
A CTRL+Z também afirma que a empresa aplicou as regras eleitorais de forma inconsistente e aprovou anúncios políticos com informações falsas.
Um dos casos citados envolve o portal Revelando. Em 23 de setembro, a Meta derrubou o perfil do veículo, 2 dias depois da publicação de um vídeo sobre as relações entre o Banco Master e a Igreja Batista da Lagoinha. Horas depois, a empresa restaurou a conta e disse ter feito uma “revisão interna”, sem explicar o motivo da suspensão.
A denúncia também cita um estudo da organização britânica Eko, que identificou anúncios eleitorais com informações falsas nas plataformas da Meta. As publicações apresentavam a data errada da votação e uma imagem de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral TSE gerada por inteligência artificial.
Procurada pelo Poder360, a Meta afirmou que não comentaria o caso.
O QUE A SENACON PEDE?
