Com o resultado eleitoral do último domingo (25), os títulos prefixados do Brasil marcaram alta nos rendimentos. O prefixado 2029 do Tesouro Direto atingiu rentabilidade anual de 15,26% e o prefixado 2032 uma rentabilidade de 15,5%. O maior patamar de rendimento do ano inteiro.
O histórico de ambos os títulos durante este mostrou que eles operavam já em patamares elevados, na casa dos 12% a 14%. No entanto, depois do primeiro turno das eleições houve um movimento de queda acentuada do rendimento desses ativos e, consequentemente, uma alta nos preços.
O prefixado com prazo para 2029 chegou a registrar 12,31% no intervalo entre os pleitos. Já o prefixado com vencimento em 2032 chegou a cair para 12,49%. Para Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, o que explica o momento de alívio dos títulos pós-primeiro turno foi a euforia do mercado e a expectativa sobre o resultado eleitoral.
No entanto, com o resultado eleitoral do último domingo, o retorno sobre os dois ativos teve um pico de alta na abertura do mercado de segunda-feira (26).
O mercado viu os juros futuros subirem mais de 260 pontos-base. O movimento de alta perdurou durante a semana. Pouco antes do fechamento de quarta-feira (28) a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,385%, praticamente estável ante o ajuste de 14,381% da véspera.
