A retatrutida pode ameaçar a consolidação da primeira onda de canetas emagrecedoras no mercado. Um estudo divulgado na última quarta-feira (28) apontou que a molécula, ainda experimental, supera os efeitos da semaglutida, componente presente no Ozempic, no controle de glicose em pessoas diabéticas e na perda de peso em pessoas com obesidade.
O medicamento não é aprovado em nenhum país e ainda está em fase de testes. Diferentemente da semaglutida, que atua apenas no GLP-1, e da tirzepatida (Mounjaro), que atua em GIP e GLP-1, a retatrutida age também, simultaneamente, no receptor de glucagon. Ela é vista como uma nova aposta da farmacêutica Eli Lilly, que desenvolveu o Mounjaro, para se consolidar no setor diante da Novo Nordisk, detentora do Ozempic.
Denominada TRANSCEND-T2D-2, a pesquisa comparou os efeitos da retatrutida (com doses de 9 mg e 12 mg) e do Ozempic (2 mg, a dose máxima aprovada no mercado) em 1.248 participantes adultos, por cerca de 80 semanas.
Os ensaios mostram que a molécula experimental proporcionou maior redução da A1C, que mede os níveis de glicose no sangue, em média 2,2%, em comparação com 1,8% com o Ozempic, na oitava semana.
Além disso, os participantes que tomaram retatrutida perderam em média 20,1 kg e 21,5 kg (conforme a dose), contra 9,4 kg com o Ozempic. Já pessoas com diabetes tipo 2 que tomaram a dose mais alta perderam em média 22 kg. Segundo a farmacêutica, a perda de peso é mais difícil para quem vive com essa condição.
