A coluna apurou detalhes da estrutura criminosa erguida no Rio de Janeiro (RJ) para escravizar sexualmente meninas menores de idade. Os investigados, acusados de crimes como estupro coletivo, tortura e ameaça, foram alvos de operação deflagrada na última quarta-feira (28/10).
Segundo a PCERJ, a investigação teve início em julho, após a prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, que, à época, trabalhava no gabinete do vereador de Niterói Professor Túlio (Psol). Ele era acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos, em Icaraí.
Na ocasião, os policiais apreenderam dois notebooks e celulares que, após serem analisados, contribuíram para a desarticulação do esquema criminoso.
As investigações que resultaram na ação policial, batizada de Operação NXIVM (Néxium), apontaram a existência de uma grande rede de produção de vídeos pornográficos com adolescentes, em um esquema de escravidão sexual. A estrutura era dividida entre “senhores” e “escravas”.
De acordo com a Polícia Civil, os vídeos produzidos no esquema criminoso continham cenas de estupro coletivo, nas quais vítimas também eram submetidas a série de torturas.
A subordinação da vítima, chamada nesse contexto de “escrava”, aos seus algozes, os “senhores”, era mantida, conforme apontado pela PCERJ, por meio de torturas, ameaças e chantagem de divulgação dos vídeos com cenas de sexo explícito já confeccionados.
