O voo que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Miami, nos Estados Unidos, custou US$ 150 mil (cerca de R$ 806 mil). O dono da Baires Fly, empresa argentina proprietária do jato, Luis Grande, revelou o dado em entrevista à agência de notícias francesa AFP. Segundo o empresário, o pagador transferiu o valor de uma conta em um banco norte-americano para uma instituição argentina.
Grande afirmou que foi contratado por um intermediário que atua nos EUA. "Fui contratado por um broker que conheço há 10 anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos", declarou à AFP. O empresário não revelou a identidade do broker. A fuga de Flávio ocorreu dias depois do segundo turno das eleições.
Um morador dos EUA que atua como intermediário de fretamento aéreo realizou a transação. O intermediário transferiu o dinheiro de uma conta bancária americana para uma conta argentina.
A aeronave utilizada no trajeto é um Gulfstream G400, fabricado em 2004. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o jato executivo está à venda. O mercado avalia o modelo entre US$ 7 milhões e US$ 9 milhões. O avião acumula cerca de 9,2 mil horas de voo e quatro mil pousos.
Trajeto passou por Foz do Iguaçu
O jato decolou de Brasília e seguiu para Foz do Iguaçu (PR). A rota incluiu a Ponte Tancredo Neves, ligação terrestre com Puerto Iguazú, na Argentina. A parada na região levantou suspeitas sobre o local exato de embarque do senador, que percorreu cerca de 1,57 mil km em solo brasileiro.
