Garrafas de leite e refrigerante vazias agora podem ser transformadas em material para impressão 3D, graças a um designer gráfico argentino que encontrou uma forma de derreter o lixo plástico e transformá-lo em filamentos.
Francisco Martinenghi, 34, começou a reciclar embalagens PET de sua casa em Neuquén, a maior cidade da Patagônia argentina. Hoje, seu projeto Punto Verde Gráfico já consegue extrair 11,5 metros de filamento - o suficiente para alimentar processos de impressão por até sete horas - de uma única garrafa de 2,25 litros.
Os resíduos são separados por cor e produzem materiais vibrantes sem precisar de tingimento. “É o mesmo plástico que se reinventa e não gera plástico novo. […] Esta é a economia circular aplicada a gráficas reais”, descreve em sua página no Instagram. Segundo Martinenghi, este é o ápice de uma carreira de sete anos no design, hoje voltada a ajudar o meio ambiente.
Ao Neuquén Informa, jornal local argentino, ele contou que foi inspirado pelo volume de resíduos gerados pela impressão 3D, indústria cada vez mais popular. “Comecei a ver tantos resíduos de vinil, plástico, tinta, que comecei a sentir que isso tudo não poderia só ir para o lixo”, diz.
