Se a oposição não fizer o próximo presidente do Senado, seja Rogério Marinho ou Tereza Cristina no lugar de Davi Alcolumbre, a derrota significará uma desmoralização ainda maior do que a de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
Significará principalmente um cheque em branco aos suspeitos de sempre da história de sempre.
Teremos Alcolumbre mandando ainda mais no pedaço, em parceria estreitada (pelo bem do Brasil) com o ministro Alexandre de Moraes, tornado irremovível e, a partir do segundo semestre, na presidência do STF, que é para arrebentar a boca do balão.
Acrescente-se ao quadro a permanência de Hugo Motta na presidência da Câmara, e os brasileiros que nutrem a vaga esperança de que se faça alguma coisa certa um dia, sei lá, poderão deixá-la à porta do inferno.
O inferno é aquele lugar no qual Lula, totalmente entregue aos próprios e baixos instintos no outono da existência, à extrema esquerda que o ajudou no momento janônico da campanha de segundo turno e a um Congresso voraz, fará no máximo uma gambiarrinha fiscal para um mercado obrigado a fingir que é ajuste, mas sem poder fingir completamente, porque isso é coisa de poeta.
